Uma lição de humildade para nossos dias

A sucinta carta do apóstolo Paulo a Filemon não é menos significativa se comparado a qualquer das outras escritas por ele.

Paulo está diante de uma situação comum em sua época: um criado que fugiu de seu senhor. O diferencial é que este criado, por nome de Onésimo encontra-se com Cristo e isto muda totalmente sua trajetória. Ao invés de apoiar sua pretensa ‘liberdade’, o Apóstolo o conduz de volta ao seu antigo patrão Filemon. Pelo teor da missiva encontramos em Filemon um homem que abençoava quem estava sua volta, reanimava os fracos e que havia sido uma fonte de bênçãos para muitos santos, afetuoso é o significado de seu nome.

É de uma sublimidade maravilhosa a maneira que Paulo se dirige a Filemon. Ele poderia ter utilizado suas credencias apostólicas ou impor uma ordem de obediência, não obstante, prefere rogar-lhe em nome do amor cristão, utilizando-se de uma sensibilidade incrível ao lembrar Filemon de sua situação pessoal, ou seja, um presidiário.

Parece aqui um defensor de um ladrão, que era a situação de Onésimo, porém, aplicando a reta justiça Paulo não esquece a condição do neo-converso, porém, devido a condição de agora um salvo em Cristo gerado na prisão, o velho apóstolo emite uma carta, não de alforria, mas de testemunho. Evidente é, que para isso, fora Onésimo utilizado no trabalho do Senhor, Paulo não esconde que seria mais útil para ele o escravo continuar lhe servindo em Roma, porém, a dívida precisava ser paga, “o escravo deveria ser devolvido”, era o que ditava as Leis Romanas. A única exceção era, pela intercessão junto ao proprietário do escravo, a transferência da tutela que poderia ser conseguida por um preço que variava entre 500 a 50.000 denários. Paulo não tinha essa condição! Era um preso de Cristo. Por isso devolve o escravo fujão.

Na missiva, Paulo não é dogmático, poderia ele, afirmar categoricamente, não, não… ele utiliza uma linguagem informal “acredito que…”, “porque pode ser que ele…”. Que grandeza do velho apóstolo. Em outras palavras ele dizia “Filemon, Deus está no controle desde o início”. Foi isso que Deus fez, permitiu o roubo e a fuga para que uma alma fosse salva (vv. 15, 16a).

Paulo usou de grande ternura para convencer o amigo Filemon a receber seu escravo desobediente de volta e perdoá-lo. Se fosse brando demais com Onésimo, poderia influenciar outros escravos a “se converterem” e a influenciarem seus senhores. Se fosse duro demais com ele, isso afetaria seu testemunho e ministério em Colossos. Paulo oferece a solução perfeita. Trata-se de uma solução dispendiosa para o apóstolo, mas ele está disposto a pagar o preço (vv. 17, 18, 19). Preço alto demais! Com quem Paulo aprendeu? “tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim…” (Mt 11.29). Que Deus nos ensine a pensar, agir e viver como assim o SENHOR deseja.

Uma ideia sobre “Uma lição de humildade para nossos dias

  1. O Apostolo foi muito sabio… devemos buscar essa sabedoria que vem de DEUS
    O equilibrio para ambos os lados, sem dizer que ele não usou sua credencial , ou seja , não deu uma carteirada, como dizem no jargão popular… bela mensagem
    Pb. Ivan Ricardo

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