TRÊS OLEIROS E UM VASO

vaso1Certa vez três Oleiros decidiram fazer um vaso.

Então foram para um lugar distante, porém, lá chegando, não encontraram ambiente propício para um habitat do vaso. A casa era terrivelmente disforme e escura.

Decidiram que iriam construir uma nova casa. Demoraram longos 5 tempos na construção da casa, deram uma volta e depois de percorrerem cerca de 40.000 km (era a extensão da casa) retornaram com a sensação que tudo estava bom.

Sentaram e começaram a tecer o projeto do vaso. Os três Oleiros decidiram que o vaso deveria possuir uma semelhança com Eles e assim, de forma especular os três Oleiros lançaram mãos à obra: 1 longo tempo se passou e enfim, terminaram o vaso. Deram vida ao vaso, ficou mais lindo ainda de sorte que os três Oleiros decidiram que a casa não fazia jus a beleza daquele vaso.

Decidiram, então, construir uma casa melhor, um pouco menor, é claro, mais muito melhor! E assim o fizeram.

Porém, ainda estava incompleto, o vaso estava só, necessitava de companhia e assim, decidiram fazer outro vaso daquele que já existia. Após algum tempo, do lindo rascunho saiu a perfeição. Os três Oleiros deram nomes aos vasos: ao primeiro chamou de “Vermelho” e o segundo “Vida”.

Assim, os três Oleiros viram que estava muito bom!

Decidiram dar poderes a estes com algumas limitações. Os vasos não seriam: Onipotentes, Oniscientes e Onipresentes. Disseram, também, que eles, podiam tudo, realizar o que desejassem, absolutamente tudo, com exceção de apenas uma imposição: não comerás do fruto de apenas uma árvore. Mas… o que era apenas uma árvore rodeada de centenas de milhares?

Tudo parecia perfeito. E era perfeito! Até que um dia, passeando pelo jardim, Vida assediada pela beleza e vontade de ser igual ao Oleiro, cedeu a tentação, desobedeceu a ordem expressa e comeu da árvore dando-a também a Vermelho. Pronto, logo tiverem que se esconder porque estavam envergonhados, haviam desobedecido os Oleiros.

Como faziam diariamente, os Oleiros vieram bater um papo, conversar, ouvir… os seus vasos. Não os encontraram.

Após uma angustiante busca, os vasos apareceram envergonhados.

Foram questionados. Usaram várias evasivas, mas, não encontraram justificativas que convencessem os Oleiros de sua desobediência. A punição tinha que ser aplicada, mais como? Como desfazer algo tão lindo, espetacular, maravilhoso?

Um sacrifício aconteceu… com a cobertura do sacrifício foi feito um remendo nos vasos, apenas remendos, havia se perdido a originalidade. O segundo passo foi expulsar da esplendida casa que haviam ganhado, era pequena, mais inigualável.

Foram para a casa grande, inóspita, cruel, desumana…

Da união dos vasos nasceram outros vasos.

Com o passar do tempo, os vasos decidiram colocar algumas coisas dentro de si: desobediência, brigas, contendas, discórdias, mentiras, assassinatos… enfim, o vaso não estava mais suportando tanta carga, a aparência já não era mais a mesma, estavam deformados, apáticos, desnutridos, calejados e inseguros.

Com o dom lhes dado, fizeram outros vasos, porém, nada melhorou. Acrescentaram aos vasos maldades, prostituição, ganância, orgias, rebeliões…

Os Oleiros diminuíram a frequência de suas visitas! Era muita dor, ver aqueles vasos que anteriormente eram perfeitos, foram feitos em perfeição… agora deformados, feios, ignorantes, embrutecidos…

Os Oleiros, alguns anos mais tarde, verificando a impossibilidade de remediar a situação, decidiram destruir os vasos… era muito duro, difícil decisão…

Verificando a situação, descobriram uma família composta de apenas oito vasos, porém, detinham um status inigualável “eram justos e perfeitos em suas gerações”. Os Oleiros decidiram que, através desses vasos dariam uma segunda chance.

Assim, algum tempo depois, todos os demais vasos, haviam sido destruídos pelas forças
vaso_destruidodas águas, pereceram, foram irremediavelmente quebrados…

O tempo passou, vários vasos foram feitos por meio do dom que os Oleiros haviam dado aos primeiros vasos, cresceram, multiplicaram…

Decidiram, os novos vasos, que não cumpririam a ordem dos Oleiros que era de enfeitar toda a casa… eram muito grande, achavam… extensa demais… “vamos” concluíram, “fazer uma torre para não perdemos, para ficarmos todos juntos e assim chegaremos aos céus…”, afrontaram novamente os Oleiros…

Vendo isto, os Oleiros decidiram modificar uma estrutura do vaso, apenas uma… não mais se entenderiam, se compreenderiam… que coisa?

E assim, a ordem anterior, de povoar a casa grande, fora cumprida!

Passaram-se os anos, mais nada melhorou… as coisas pioravam cada vez mais…

Os Oleiros decidiram, então, dar uma nova chance. E assim, permitiram que os vasos tomassem os animais e matassem como sacrifício em seus lugares, afinal, a pena para a sujeira que colocavam nos vasos era de morte! A única coisa que poderia limpar o vaso era sangue!

A morte chegou, e anualmente os animaizinhos eram sacrificados, mandado para o deserto e para o altar do sacrifício para serem imolados!

No início até que estava resolvendo o problema dos vasos, porém, acharam aquilo legal, fácil… era outro que morria.

Então, terminavam o sacrifício, limpavam os vasos, mais o que colocavam depois? Mantinham-no limpo? Nada! Além da prostituição, do adultério, da ganância, das discórdias, dos homicídios, das rebeliões, da mentira… fizeram para si oleiros, Vasos_de_barro_sujodesprezando os verdadeiros Oleiros, adoraram esses oleiros, induziram outros a adorarem, cometeram atrozes assassinatos, genocídios, tornaram-se parricidas, matricidas, fraticidas… para se darem bem, caluniavam, difamavam e injuriavam o próximo… cobiçavam o cônjuge, os empregados, os animais e todos os bens do próximo…

Os Oleiros, entristecidos decidiram ficar longe por um tempo! Longos anos se passaram, quatrocentos anos se passaram! Até que um dia lembraram da promessa que haviam feito no início, aos primeiros vasos. Qual a promessa? Um dos Oleiros se tornaria Vaso. Seria um Oleiro-Vaso!

E assim foi… chegou a plenitude dos tempos, o Oleiro se tornou Vaso!

Os vasos que estavam na casa grande não entenderam… perseguiram, maltrataram, caluniaram, difamaram, injuriaram e por fim crucificaram o Oleiro-Vaso.

Porém, não conseguiram mata-lo, havia uma diferença nesse Vaso, Ele era Oleiro também e, como Oleiro detinha Todo Poder, os vasos não entenderam. Muitas vezes o Oleiro-Vaso dissera: “ninguém tira a minha vida, eu espontaneamente dou, tenho poder para dá-la e tenho poder para tornar a toma-la”.

Realmente, o Oleiro-Vaso entregou Sua vida. O inferno inteiro estremeceu, o diabo havia perdido, não conseguiu destruir esse Vaso, o Oleiro-Vaso venceu e, após três dias tornou à vida para dar vida em abundância.

Os vasos que o Oleiro-Vaso havia conquistado se dispersaram, sumiram, foram cuidar de seus afazeres diários. Alguns vasos, como era costume, no terceiro dia foram colocar perfume no Oleiro-Vaso. Se surpreenderam por encontrem o túmulo vazio e apenas um jardineiro ali. Ahhh… não eram um jardineiro, era O Jardineiro, que era Oleiro, que se tornou Vaso!

O Oleiro-Vaso, então, determinou que permanecessem em determinado local que os encontrariam lá… e assim foi. Alguns foram embora para suas cidades não acreditando na promessa. Afinal, era mais um vaso que havia passado. Lendo engano, esse era diferente.

O Oleiro-Vaso sai correndo atrás, não podia perder nenhum vaso, eram preciosos demais, haviam sido comprados com Sangue, não de bodes, de ovelhas, de carneiros… vaso_azeitemais Sangue de Oleiro! Quanto vale o Sangue de Oleiro?

Assim, apressou em buscar aqueles que se distanciavam, foi repreendido quando os encontrou pelo caminho, mais, não se entristeceu, prosseguiu com eles, falou com eles, contou uma longa história e, por fim, orou com eles… ahhh.. reconheceram que era o Oleiro que havia se tornado Vaso! Era o Oleiro-Vaso.

Alguns dias mais tarde, o Oleiro-Vaso retornou ao Seu devido lugar para cumprir mais uma promessa: “não deixarei vocês órfãos, virei para vós… enviarei outro Consolador para que fique convosco”. Assim aconteceu!

Para mudar a história dos vasos, o Oleiro-Vaso deu uma opção, não podia invalidar o livre-arbítrio que no início os Oleiros haviam dado aos vasos primeiros, qual opção? “Quem crer em mim, como DIZ as ESCRITURAS, rios de águas vivas brotarão do seu interior…” como isto poderia acontecer? Enchendo os vasos com a PALAVRA e com o ÓLEO do Espírito Santo!

 vasosdebarro

Temos, porém, este tesouro em vasos de barro” 2º Coríntios 4:7

 vasos_joia

A questão não é o tipo de vaso, a aparência do vaso… mais a essência do vaso! O exterior é lapidado pelo interior. Pense nisso!

Que Deus em Cristo te abençoe continuamente.

Abraços de seu amigo

Davi Secundo de Souza

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